Daniela Vidal
Dpto de Missões
SPR Cianorte
Ser cidadão de uma nação desenvolvida e primermundista pode ter certos benefícios e até acarretar um sentimento de orgulho por contar com as novidades da tecnologia, o padrão econômico e a liderança no cenário político mundial.
Nós, sul-americanos, ignoramos todos esses eventuais benefícios primermundistas, mas se olharmos desde uma perspectiva cristã e tomarmos consciência da relevância de ser cidadão do Reino de Deus, o sincero amor pelas coisas competentes a este Reino florescerá como jardim em primavera.
O Reino de Deus sempre existiu e existirá, pois ele se concretiza e realiza quando a vontade divina é executada. Portanto a existência dele é só promovida pelo próprio Rei;não esta determinada pelo homem. O crente é só participante e colaborador, mas nunca seu criador.
Pode ser ininteligível para o leitor comum o fato de pertencer a um determinando “Reino de Deus”, porem isto é totalmente normal e bíblico, pois Paulo menciona que o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entende-las, porque elas se discernem espiritualmente ( I Co. 2:14). Como entendermos um Reino que não possui limites físicos, que não é palpável, que não tem um único representante, que não possui um poder centralizado visível?
O mais próximo que temos como conceito de Reino de Deus são as organizações eclesiásticas, mas deve se considerar que o conceito de Reino de Deus vai além das já conhecidas organizações religiosas, quer Protestantes quer Católicas. Elas são tão somente representações do desenvolvimento do Reino, uma vez que se limitam ao espaço e ao tempo. O Reino, porém, abrange e transcende ambos, reúne seus cidadãos ao longo da historia e do mundo; não se limita a nível social, raça, denominação eclesiástica nem a todos os vícios preconceituosos preponderantes.
Contudo, as “vantagens” de ser cidadão do Reino de Deus são diametralmente opostas às consideradas na sociedade comum. Ser participante dele traz consigo algumas implicâncias que não podem ser ignoradas. O Reino nos exige humildade de espírito e dependência do Rei (Mt. 5:3), renuncia e abnegação (Lc. 9:56-62), primazia do Reino ( Lc.12:31). Outorga-nos graça (Lc. 12:32), mas nos pede vigilância (Lc. 17:20-37). Aproxima-nos ao Reino, mas também nos demanda responsabilidade para com ele (Lc 22:29). Renova-nos para ser seus participantes (João 3:3) e nos submerge no sobrenatural (João 18:36), mas nos pede a proclamação dele e nos ensina que é necessário passar por muitas tribulações. Outorga-nos justiça, mas nos exige espiritualidade ( Gl. 5:21).
Perante tais implicações atribuídas aos participantes do Reino, quão longe se encontra o cidadão natural e até o cristão de exercer estes imperativos, considerando-se que são paradoxais aos padrões preponderantes na sociedade!.
Se os deveres cívicos são cumpridos a totalidade, quanto mais os deveres competentes ao Reino devem ser realizados!. Vamos ser bons cidadãos celestiais começando aqui na terra a ser fieis representantes da nossa pátria sublime e eterna. Vamos agir como é digno de um cristão ciente do seu papel no Reino. Só assim responderemos fielmente ao Reino eterno, já que , se fazermos isto, repercutirá na gloria Dele; como Jesus o mencionou: Porque teu é o Reino, e o poder, e a gloria, para todo o sempre. Amem.





