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11/01/2011

O Papel da Consciência na Vida do Cristão

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Escrito por Editor - SPRC
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Autores: Elias, Juarez, Digenal e Paulo.
Alunos do Curso de Teologia do Seminário Presbiteriano Renovado de Cianorte.

O PAPEL DA CONSCIÊNCIA NA VIDA DO CRISTÃO Consciência é a faculdade de estabelecer julgamentos morais e éticos dos atos realizados, é uma espécie de juízo ou tribunal, onde se distingue o certo do errado.

O Novo testamento não afirma, abertamente, mas deixa entendido que a consciência é uma faculdade da alma, uma qualidade inerente na qual o indivíduo reconhece o bem ou o mal. “A consciência universal dentro do homem têm-lhe dito a muito tempo que existe o certo e o errado e que a justiça é o critério apropriado para o tratamento humanitário” (Bíblia Thompson), o apóstolo Paulo fala a respeito em Romanos 2: 15 “Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os”.

A consciência revela o que cada homem acredita que “deve” ser, é indicativo de seu sentimento interno sobre o moral correto. A consciência não é o padrão final da verdade, porque isso deve vir de Deus através da revelação; mas a consciência para Deus diz a atitude do indivíduo em relação a Deus. É por isso que o homem tem que fazer o que ele verdadeiramente acredita que Deus quer que ele faça. Segundo escreveu Sewell Hall, “a consciência é ajustada de acordo com nossas crenças, nos elogia por fazermos o que cremos ser certo, ou nos condena quando fazemos o que cremos ser errado.

Ela não corrigirá crenças erradas, se nossas crenças forem certas, nossa consciência nos conduzirá bem, se nossas crenças forem erradas, ela nos conduzirá mal”. Ela expõe nossa culpa diante de Deus e nos leva a tomarmos uma decisão, observe o que aconteceu com os escribas e fariseus que levaram uma mulher adúltera diante de Jesus e perguntaram acerca da punição que deveria ser aplicada dizendo: “Na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas.

Tu, pois, que dizes?” (João 8: 5) Mas Jesus deixa de lado o aspecto legal e frisa o significado moral nas suas próprias vidas dizendo: “Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela” (João 8: 7). Os escribas e fariseus jamais teriam pensado que Jesus daria uma resposta que mexeria com suas próprias consciências.

A atitude de todos, acredito que até dos curiosos que ali estavam para ver o desfecho daquele episodio (quem sabe até para atirar uma pedrinha), foi unânime; abaixaram a cabeça e se esquivaram silenciosamente. “Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava” (João 8.9). Todas as pessoas que acusavam a mulher adúltera perceberam que também eram culpadas, pois foram “acusados pela própria consciência”. A consciência sempre faz duas coisas: aproxima-nos de Deus ou nos leva para longe dele. No caso dos escribas e fariseus, se afastaram de Jesus com o peso na consciência, e tomarmos atitudes semelhantes é muito perigoso, o apóstolo Paulo escrevendo a Timóteo, alerta quanto à consciência cauterizada pela hipocrisia (I Tm 4: 2).

Por outro lado, temos o exemplo do rei Davi, que ao ser repreendido pelo profeta Natã, não procura fugir à sua responsabilidade, baseando-se no acaso das circunstâncias ou em algum desejo instintivo; mas reconhece que o erro cometido era de sua inteira responsabilidade. “Então disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor…” (II Sm. 12: 13a). O peso na consciência levou Davi para bem próximo de Deus; “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo” (Sl. 51: 10-11). Imediatamente após Davi ter feito confissão de seu pecado, o profeta Natã declarou que o Senhor o perdoara, “… E disse Natã a Davi: Também o Senhor perdoou o teu pecado; não morrerás” (II Sm. 12: 13b).

Temos que aprender com o Apóstolo Paulo, que exercitava e treinava sua consciência para que ela fosse pura diante de Deus e dos homens: “Por isso, também me esforço por ter sempre consciência pura diante de Deus e dos homens” (At 24.16). Amigo leitor; a partir de hoje faça uso de suas faculdades mentais para tomar decisões em harmonia com a Palavra de Deus, sempre auxiliado pelo Espírito Santo, que nos convence do pecado da justiça e do juízo (João 16: 8). Assim, nos dias que virão, poderás colher os frutos positivos das escolhas sábias que fez.

Artigo apresentado à disciplina de METEP pelos alunos Elias, Juarez, Digenal e Paulo, sob orientação do professor pastor Jeloilson Boher.



Sobre o Autor

Editor - SPRC
Sou Editor da Website [www.seminariopresbiteriano.com.br], estou sempre atualizando o portal da SPRC para deixar você internauta sempre atualizado!




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